29 de julho de 2007

18 de julho de 2007

Hoje escondido atrás da porta

Hoje escondido atrás da porta. Cheio de possibilidades de a abrir e ver o mundo.
Preferes tê-la fechada. O teu mundo é uma fantasia sombria, onde ninguém vive. Ninguém. Onde não existem amigos, apenas seres que partilham o mesmo, o nada.
Do outro lado da porta tens tudo. Coletes salva-vidas que são lançados sem precisares sequer de acenar. O mural dos abraços e as regras da vida. Pela fechadura consigo ver-te. Minto. Não te vejo. Não és tu. Pelo menos não foi assim que eu te idealizei. Mas a tua porta continua trancada aos novos sabores que tens receio de encontrar, que tens receio de viver, que tens receio de sentir e gostar mais do que o nada. Não arriscas porque te sentes protegido por algo que já conheces. Por algo que é bem mais fácil e que não tem sentido. E tens medo, muito medo, medo de lutar, de encarar o outro lado da porta. O lado mais difícil que nos obriga a lutar por alguém, por nós, pela vida. Torna-nos mais susceptíveis, mais indefesos, mais vulneráveis mas mais vivos a tudo. A vida é assim. E tu, sim, tu sabes disso e é disso que tens medo. Quando abres a porta por momentos, aqueles fugazes segundos trazem a este lado uma criança perdida, ofegante por dar um passo atrás e aconchegar-se. Um aconchego aparente. Sem futuro.

(Foge daí. Vão-te deixar sozinho. Vais acabar por nem te ter a ti. Viras-lhes as costas, ainda tens tempo de abraçares o colete salva-vidas que te é lançado todos os dias. Ele traz-te ao nosso lado. Amanhã dás-te ao mundo e fechas a porta.)

17 de julho de 2007

Jorge Cruz - anda menina

anda menina vem ver o mundo tão mais pequeno que o meu amor por ti
vá, anda menina mergulha bem fundo na morte assistida da vida que eu vivi
e se cada gesto teu for uma lágrima no meu rosto
é porque cada sonho meu é um poema a teu gosto
ninguém ensina o amor ou o silêncio quando houver espaço eles vão morar em ti
o medo dizima e aquilo que eu penso
enrola-se em ventos que hão-de uivar por aí
mas se cada gesto teu for uma lágrima no meu rosto
é porque cada sonho meu é um poema a teu gosto
anda menina vem ver o dia e dançar comigo até anoitecer
vá, anda menina mas traz alegria para as luzes do mundo voltarem a acender

16 de julho de 2007

Jesus Cristo Superstar - Filipe La Féria



Dia 11 de Julho apareceste-me com esta surpresa. Pelo caminho tentava adivinhar qual o nosso destino. Só via sorrisos do teu lado. Mas quando nos vi à frente do Teatro Rivoli percebi que não conseguias parar de sorrir. Sabias o quanto queria ir ver este espectáculo. Encheste-me de alegria.

Sou uma apaixonada por este filme. Em musical, já tive oportunidade de o ver no Coliseu há uns anos atrás mas, posso dizer-vos que Filipe La Féria fez um trabalho fantástico. Adorei e aconselho vivamente. Gostei principalmente do actor que desempenhava o papel de Judas. É bom ver que temos qualidade e muito potencial em Portugal. Fiquei muito orgulhosa.

A ti, um obrigada muito grande por me acompanhares para todo lado.

14 de julho de 2007

Anda menina

Anda menina

É a tua mão - com ou sem viola - que me leva tranquilo, pelos dias que passam.
Por isso, anda menina. Espero-te e, a custo, não desespero.

Anda menina, vem ver o mundo
tão mais pequeno que o meu amor por ti.

Jorge Cruz

[Blog tomado de assalto para um post. De mim para ti.]

8 de julho de 2007

8 de Julho

Aquele abraço de há um ano atrás foi a melhor prenda que alguma vez já dei. Foi ainda melhor o sabor do teu aconchego. Hoje, repeti-lo assim por uns breves segundos foi recordar-nos.