30 de setembro de 2008

O primeiro post

...da nova casinha só pode ser a agradecer todo o carinho que nos foi dado. Um muito obrigado a todos por nos terem feito sorrir.

Agora mais juntos e com mais tempo, os blogues voltam à actividade.

13 de setembro de 2008

Um dia não caibo em mim de ti

Tomo novamente de assalto o teu blogue para, antes de me deitar, te dizer escrever que amanhã hoje estarei próximo disso. Próximo, mas pronto para continuar a receber-te por muito tempo. Hoje digo-te que sim. Depois o hoje há-de ser outro; o sim é que continuará a ser o mesmo. Todos os dias.

5 de setembro de 2008

Estes gestos não são meus

Apercebemo-nos das coisas quando há alguma mudança. É normal e até natural. A rotina, o hábito, tudo isso leva a que dispersemos a atenção, que os nossos gestos sejam como que mecanizados. Por força da repetição, reagimos em vez de agirmos. O gesto aparece sem passar por aquele que tomamos como centro motor do nosso corpo: ao contrário da acção, a reacção dispensa o pensamento. Ele, sem reparar nisso, já não era ele há muito tempo. Deu-se conta disso no dia em que teve de se despedir dela para se ausentar durante o fim-de-semana. Contas bem feitas, despedia-se por um dia. Saía na sexta-feira à noite e regressaria ao início da tarde de domingo. Bastou. Ali estava aquele homem, o mesmo tronco e os mesmos membros. Um pescoço delgado suportava a cabeça que, noutros dias, os gestos ignorariam. Havendo uma radiografia, ela haveria de confirmar os ossos todos na disposição esperada. O sistema respiratório mantinha-se inalterado, assim como o sistema digestivo e o nervoso central. Só aquele homem, até esse momento convencido, como toda e qualquer pessoa que o olhasse ou o conhecesse intimamente, que era o mesmo, saberia dizer que não era. Saberia dizer, mas ficaria confuso e impotente quando o tentasse explicar. Quando o tentasse perceber, até. Nessa altura era a cabeça que fazia por gerir os gestos, articular as palavras, coordenar tudo aquilo que o ramerame quotidiano lhe roubava das responsabilidades. A confusão foi inevitável: os braços faziam os movimentos de alguém que não era ele, a boca enchia-se de palavras que não lhe saíam, ou que saíam aos soluços, imperceptíveis. A cabeça perguntava-se
- Que gesto hei-de fazer? Como o faria ele habitualmente?
como se tivesse, ela própria, uma outra cabeça. O homem que ali estava
- Eu... que... não sei...
continuava a não conseguir escolher as palavras que lhe pertenciam e a imitar os gestos que já tinha visto em qualquer lado. Não fazia sentido para ninguém que ele dissesse que não se sentia o mesmo, sem o conseguir explicar.
- Anda daí, deixa-te de coisas.
Ninguém lhe estranhava os movimentos, só ele os sabia mais pesados que de costume, só ele conseguia descortinar aquela lentidão maior nas acções. Aquele atraso que um gesto pensado tem obrigatoriamente que ter, por mais rápido que seja o pensamento.
A mudança faz-nos bem, faz-nos olhar para dentro. Conhecemo-nos melhor na mudança: do que somos capazes, do que não somos. Não fosse aquela despedida e o homem que ali se encontrava de pé, parado, alheio a tudo o que o rodeava, continuaria a pensar que era o mesmo. Ou continuaria a não pensar, melhor dizendo, assumindo-se como o mesmo.
Demorou aquele fim-de-semana a reencontrar os seus gestos e as suas palavras. A espontaneidade. Voltou a encontrar-se quando a reencontrou. Diferente, mas ele.

Falando pessoalmente, tipo, posso dizer? Este tipo é brega.



[Este blogue volta a ser tomado de assalto. Começa a tornar-se repetitivo, mas os problemas técnicos na Simplesnet, aliados ao vício da blogosfera, a isso obrigam. Levam, inclusivamente, a reservar lugar num outro canto, por via das dúvidas.É bom poder usar este espaço, obrigado!]

10 de agosto de 2008

Inês

Ela deu mais valor às férias. Um sorriso a espreitar a toda a hora, o meu nome a soar pela casa, a procura de miminhos, aqueles abraços apertadinhos e a saudade que perdura. Como alguém tão pequenino pode fazer tanto por nós.
Os momentos: "faz miminhos", "gosto muito de ti", "seruga-me", "beijinho à bogoleta (borboleta)", "beijinho à esquimó", "não", "paletes de gafanhotos", "a fábrica dos beijinhos fechou", "Margarida não olhes para mim, não estou a falar contigo".

3 de agosto de 2008

Alentejo - as férias

Figueira e Barros

26 de julho de 2008

Kings of Convenience - os vídeos

O meu vídeo com pouca qualidade mas capaz de mostrar a genialidade desta banda e do nosso público.


Este, já com outra qualidade, revela um dos momentos mais marcantes: um grande final em português.

23 de julho de 2008

Kings of Convenience - Casa da Música

Não consigo descrever tanta beleza musical. A simpatia, a simplicidade e a qualidade destes dois noruegueses foram características constantes esta noite. Um público hospitaleiro que acarinhou Erlend e Eirik. Estas foram as primeiras palavras. Amanhã deixo-vos o meu humilde vídeo. Fora da lei é verdade, mas a emoção foi tanta que não me consegui conter. Eu e não sei quantos mais. Duas horas perfeitas.

14 de julho de 2008

Capital do amor

Uma viagem rápida a Paris.

30 de junho de 2008

Mais um canto inferior direito dobrado

"O problema de sabermos, no mais fundo de nós, que amaremos alguém para sempre, é que a nossa fraqueza fica demasiado exposta em caso de tempestade."

Canário, Rodrigo Guedes de Carvalho