28 de janeiro de 2007

O Diário

Pensou em escondê-los bem longe do seu sistema nervoso autónomo, onde não pudessem alcançar a sua boca, fechá-los apenas para não tornar o dia em mais um dia assim.
Não.
Não.
Quer senti-los da mesma forma sentida como sempre os sentiu, bem perto dela, onde os possa ter. Onde os possa ouvir gritar, chorar, despidos de medo. Só os quer ter. Depois tudo passa. Quer vê-los na sua escrita, colocados no papel quer ver a sua alma, límpida, sem nada por dizer, sem nada por guardar.
Eu sei. Só os precisa de ter mesmo que seja a única a vê-los. Mesmo que ela seja o seu único refúgio.

3 comentários:

1entre1000's disse...

:), (simplesmente um sorriso)

Carriço disse...

Fazes bem em tê-los perto de ti. Assim como eu estarei.

Beijos

Chico disse...

Muito bonito! e é bem verdade... :)